Torcida presente e unida há 2 anos, mesmo longe de seu time de coração

A Geral Alvinegra, que aos poucos vai se tornando o maior movimento de torcedores organizados de um time fora do seu estado, foi fundada em outubro de 2007. Assim, a história da Geral ainda é curta. Mas, claro, há uma pré-história! E começaremos por um dos nossos botafoguenses mais determinados a formar o grupo: Éfren Ferreira, um soteropolitano que foi criado em Ilhéus (interior da Bahia) assistindo aos jogos do Campeonato Carioca - já que não havia transmissão de outros campeonatos. Mesmo com a pressão de um pai vascaíno e de um irmão flamenguista, escolheu o Glorioso como time do coração. E comemorou solitário grandes conquistas, como a do Carioca de 89 e o Brasileiro de 95. Voltou à Salvador em 1996, ainda disposto a encontrar torcedores com quem pudesse compartilhar todas as emoções que o Botafogo nos proporciona.

Novo na cidade e com poucos contatos, ficava muito mais difícil encontrar botafoguenses. Tentou contato com possíveis membros da TJB (Torcida Jovem Botafogo), dois irmãos que estavam morando em Salvador e pretendiam criar aqui um “Esquadrão”, filial da TJB do Rio de Janeiro. Em vão. Em 2005, conhecendo mais gente e com ajuda de alguns amigos, ele conseguiu, no Orkut (site de relacionamento na Internet), conhecer dois integrantes da Fúria Jovem Botafogo (FJB) em Salvador, torcida que, hoje, é a maior torcida organizada do clube. Vale ressaltar que a Fúria aqui em Salvador é representada por alguns membros da Bamor, torcida organizada do Esporte Clube Bahia, que é aliada a FJB. Foram eles que informaram que alguns torcedores do Botafogo estavam assistindo alguns jogos no Bar Djalma´s Drinks no bairro da Pituba e trocavam idéias pelas comunidades no Orkut “Botafogo em Salvador” e “Botafogo-Bahia”. Por esta via, Éfren conheceu alguns torcedores do Botafogo, dentre eles Alexandre Vasconcelos e Paulo César (PC). Os três marcaram um encontro para assistir ao jogo Botafogo X Paraná pelo Campeonato Brasileiro de 2007 no Bar Djalma´s Drinks. Lá encontraram mais botafoguenses que já haviam assistido outros jogos do Botafogo no mesmo local, dentre eles Carlinhos e Calil. A partir deste dia, os meninos se organizaram melhor e resolveram se comunicar por recados e fórum do Orkut e divulgar os dias, horários e onde estavam sendo os encontros para assistir aos jogos.

Foi no Zurka que mais torcedores passaram a se conhecer e o movimento aumentar cada vez mais. Após alguns meses, foi proibida pela prefeitura de Salvador a transmissão de jogos naquela região. Ficou complicado assistir aos jogos, era difícil encontrar um bar que desse preferência aos jogos do Botafogo. A prioridade de transmissão era sempre dos times locais (Bahia e Vitória), que disputavam a 2º divisão do Campeonato Brasileiro. Correndo o bairro da Pituba, Éfren e Anderson descobriram o Bar “Icebeer”. Como o bar ficava um pouco distante do Zurka, alguns torcedores se espalharam e outros torcedores apareceram. Torcedores como Beto, Marina e Vagner, que também desejavam formar um movimento de torcedores do Botafogo. Neste período, se juntou ao grupo Gustavo, fundador da comunidade “Botafogo- Bahia” no Orkut, que acabara de chegar da Espanha. E foi pelo Orkut que surgiu a idéia para o nome do movimento: “Geral Alvinegra”.

O Botafogo, após ocupar a liderança do Campeonato Brasileiro por quase todo o 1° turno, vinha em franca queda na competição, mas a torcida seguia com esperança na Copa Sul Americana. Assim, enchemos por diversas vezes o bar.

Mas, como tudo tem que ter uma pontinha de dificuldade para os botafoguenses, ao fim de 2007, o Icebeer fechou. Estávamos sem casa novamente e precisávamos buscar um novo ponto de encontro. A torcida se mobilizou nessa tentativa. Mais uma vez rodando pela Pituba, Éfren descobriu o “Bar Bosinha”, um boteco pequeno, bem simples, porém lugar ideal para um encontrão de amigos, não só pela sua localização, mas por possibilitar uma maior aproximação dos torcedores. Apesar da Geral Alvinegra já existir, foi no Campeonato Carioca de 2008 que ela se consolidou. Pela grande quantidade de torcedores na rua em dias de jogo, dificultando inclusive a passagem de carros, a rua foi carinhosamente apelidada de “Rua Botafogo”. Foi a partir daí que Éfren, Alexandre, Marina, Beto, Vagner, Gustavo, Anderson e o recém-chegado Marcelo resolveram formalizar de vez a Geral Alvinegra, com direito à criação do atual logotipo, desenvolvido pelo nosso designer Éfren, e produtos com a nossa marca.

O nosso grupo, apesar de ser organizado, não se intitula como “torcida organizada” e sim um Movimento de apaixonados pelo Botafogo, que hoje já conta com mais de 300 torcedores cadastrados.



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